Dezembro Laranja: um tom de alerta para a saúde da sua pele

Quando dezembro chega, o Brasil vive não só o calor do verão, mas também um alerta vital para a saúde: o movimento Dezembro Laranja. Criado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em 2014, esse mês simbólico convida a sociedade a refletir sobre o câncer de pele — seus riscos, prevenção, diagnóstico e tratamento.

Propósito

A escolha de dezembro não é aleatória: marca o começo do verão no hemisfério sul e época de maior exposição ao sol (principal fator de risco para o câncer de pele). Neste mês, entidades de saúde – incluindo a Unimed Cascavel – se engajam em nome do alerta, já que o câncer de pele é o mais incidente no Brasil.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), para o triênio 2023‑2025 estima‑se para o país 220.490 novos casos de câncer de pele não melanoma, além de 8.980 novos casos de melanoma no Brasil (4.640 em homens e 4.340 em mulheres).

Não melanoma

Engloba principalmente carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O basocelular costuma crescer lentamente e raramente metastiza, mas, se não tratado, pode causar deformações. Já o espinocelular (ou carcinoma epidermóide) pode ser mais agressivo, embora também tenha boa chance de cura – desde que detectado cedo.

Melanoma

Apesar da menor frequência, o melanoma é o mais agressivo entre os cânceres de pele, por sua capacidade de gerar metástases. Ele surge a partir dos melanócitos (células produtoras de melanina) e pode se desenvolver em qualquer parte da pele (mesmo em mucosas).

Sinais de atenção

Nem todas as manchas na pele são benignas. Segundo o Ministério da Saúde e o Inca, alguns sinais de alerta incluem:

• Pintas ou manchas que coçam, ardem ou descamam.
• Lesões que sangram ou não cicatrizam em até quatro semanas.
• Sinais ou pintas que mudam de cor, tamanho ou formato.
• Feridas cuja textura muda ou que causam dor.

Essas alterações não significam sempre câncer, mas configurações assim merecem avaliação médica, especialmente por um dermatologista especializado.

Diagnóstico precoce

Quando detectado cedo, o câncer de pele tem grande chance de cura. Segundo a SBD, os tipos não melanomas têm taxas de cura altíssimas quando tratados nos estágios iniciais. No caso do melanoma, embora seja mais agressivo, o prognóstico melhora muito quando a lesão é identificada rapidamente.

Prevenção

Prevenir é a palavra de ordem. O Inca recomenda medidas simples e poderosas:

• Evitar exposição solar intensa entre 10h e 16h.
• Procurar sombra sempre que possível, inclusive usando guarda-sol ou árvores (a sombra pode reduzir em até 50% a intensidade dos raios UV).
• Usar barreiras físicas: chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas de manga longa e tecidos que protejam contra os raios UV.
• Aplicar filtro solar de FPS 15 ou mais (ou conforme orientação médica), 30 minutos antes da exposição, e reaplicar a cada duas horas (especialmente após nadar, suar ou se secar com toalha).

Ter consciência de que os danos da radiação solar são cumulativos: proteger-se desde a infância faz diferença.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.