Escala de perigo: que nota tem o álcool no risco à vida humana?

Classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos produtos potencialmente mais nocivos à vida, o álcool é responsável por uma série de riscos sociais e de saúde. O consumo excessivo pode levar à dependência, além de causar danos físicos, acidentes, doenças crônicas e até mesmo a morte.

Danos à saúde

Conforme a organização norte-americana NIAA (National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism), os principais problemas de saúde consequentes do consumo abusivo do álcool são:
• Doenças do fígado (cirrose hepática, esteatose hepática e hepatite alcoólica).
• Problemas circulatórios (hipertensão arterial, arritmias cardíacas e AVC).
• Câncer de boca, garganta, esôfago, fígado e mama.
• Danos cerebrais, como comprometimento cognitivo, perda de memória e demência.
• Complicações gastrointestinais, como gastrite, úlceras estomacais e pancreatite.

Dependência

Ainda de acordo com o NIAA, o consumo excessivo e frequente de álcool pode levar à dependência devido à forma como a substância afeta o cérebro. O álcool estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer e recompensa. Com o tempo, o cérebro pode se tornar menos sensível à dopamina natural, levando a um aumento da tolerância ao álcool e fazendo com que a pessoa precise consumir quantidades cada vez maiores para sentir os mesmos efeitos. Além disso, o álcool pode afetar outras áreas do cérebro envolvidas no controle dos impulsos, do julgamento e do autocontrole, o que também pode contribuir para o desenvolvimento da dependência.

Acidentes

Números do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), indicam que mais de 30 mil acidentes são registrados em consequência de motoristas alcoolizados. Segundo dados do Observatório Nacional de Segurança Viária, o álcool é responsável por mais de 10 mil mortes por ano no trânsito brasileiro. Esse número representa 18,5% do total de mortes registradas no país. Além disso, o álcool aumenta o risco de outros tipos de acidentes, a exemplo de quedas e lesões, já que diminui a capacidade de julgamento, levando a comportamentos de risco.

Problemas sociais

Um estudo publicado pelo Journal of Family Psychology comprova que o consumo de álcool por parte de um dos membros da família pode ser o fator de conflito dentro do núcleo familiar. Para a OMS, o abuso de álcool está diretamente relacionado à violência familiar, sendo um dos principais fatores que contribuem para a ocorrência de agressões dentro do ambiente doméstico.

Risco de overdose

A Organização Mundial da Saúde destaca ainda que consumir grandes quantidades de álcool em um curto período de tempo pode levar à intoxicação alcoólica e, em casos graves, a uma overdose potencialmente fatal.

Escala de perigo

Portanto, em uma escala de perigo que vai de 1 a 10, o álcool receberia uma nota alta, como 9 ou 10, devido aos seus impactos negativos significativos na vida humana. É importante lembrar que o consumo moderado de álcool pode ser seguro, mas é fundamental conhecer os limites e evitar o uso abusivo.

Caso você ou alguém que você conheça esteja enfrentando dificuldades relacionadas ao consumo de álcool, procure ajuda médica e centros de apoio.

Read More

Câncer: fevereiro é o mês de ampliar o combate e lutar também contra os casos na infância

Comemorado em 4 de fevereiro, o Dia Mundial do Câncer é uma oportunidade para disseminar informações sobre prevenção e controle da doença que, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) leva cerca de 7,6 milhões de pessoas à morte a cada ano, em todo o mundo. Dessas, estima-se que 1,5 milhão poderiam ser evitadas com a adoção de medidas adequadas.

Câncer

A palavra que muitos temem até verbalizar é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos, formando tumores.

O câncer é resultado de diversas causas, que podem ser externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Entre 80% e 90%, os casos estão associados a causas externas. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os hábitos e o estilo de vida podem aumentar o risco. Apesar do fator genético exercer papel importante na formação dos tumores, são raros os casos de câncer que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos.

Prevenção

Segundo a Union for International Cancer Control’s (UICC), as dicas a seguir diminuem os riscos:

• Não fumar.
• Alimentação saudável.
• Manter o peso corporal adequado.
• Praticar atividades físicas.
• Amamentar.
• Realizar exame preventivo de câncer do colo do útero a cada três anos (para mulheres entre 25 e 64 anos de idade).
• Vacinar meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos contra o HPV.
• Vacinar-se contra a hepatite B.
• Evitar bebidas alcoólicas.
• Evitar carnes processadas.
• Evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h.
• Evitar a exposição a agentes cancerígenos no ambiente de trabalho.

Câncer de mama

Este é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo. O diagnóstico precoce é um grande aliado.  É por isso que desde 2008 o Dia Nacional da Mamografia é celebrado no país em 5 de fevereiro.

A radiografia das mamas (mamografia) é capaz de identificar alterações suspeitas. O Ministério da Saúde recomenda que o exame de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) seja feito a cada dois anos por mulheres entre 50 a 69 anos. A identificação de sinais suspeitos é o primeiro passo para a posterior biopsia, feita em laboratório para confirmar se o caso é ou não um câncer de mama.

Além disso, é importante que as mulheres observem as mamas sempre que se sentirem confortáveis para isso (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias, pois a maior parte dos cânceres de mama é descoberta por elas mesmas, por meio do autoexame.

Câncer na infância

No dia 15 de fevereiro a comunidade global celebra o Dia Internacional do Câncer Infantil. Uma campanha colaborativa é realizada para aumentar a conscientização e expressar apoio a crianças e adolescentes com câncer, os sobreviventes da doença e suas famílias.

O câncer é a principal causa de morte de crianças e adolescentes em todo o mundo. A OMS estima que mais de 400 mil diagnósticos sejam confirmados neste público a cada ano. Na região das Américas, a estimativa é de mais de 30 mil novos casos por ano em pacientes de 0 a 14 anos. De acordo com dados da Organização Panamericana de Saúde, quase 70% desses números foram na América Latina e no Caribe. No Brasil, o câncer representa a primeira causa de morte por doença (8% do total) entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos pela doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

Por isso, fique atento(a) aos sinais e sintomas:

• Perda de peso contínua e inexplicável
• Dores de cabeça com vômito de manhã
• Aumento do inchaço ou dor persistente nos ossos ou articulações
• Protuberância ou massa no abdômen, pescoço ou qualquer outro local
• Desenvolvimento de uma aparência esbranquiçada na pupila do olho ou mudanças repentinas na visão
• Febres recorrentes não causadas por infecções
• Hematomas excessivos ou sangramento, geralmente repentinos
• Palidez perceptível ou cansaço prolongado

Fevereiro laranja

O segundo mês do ano é dedicado à campanha Fevereiro Laranja, que tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea. Atualmente, essa doença ocupa a nona posição nos tipos de câncer mais comuns em homens e a 11ª em mulheres. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e apontam ainda mais de 10 mil novos casos novos por ano.

Ainda de acordo com o Instituto, o tratamento da leucemia é basicamente quimioterápico, mas as indicações de transplante de medula são muito positivas, principalmente no caso de pacientes jovens. Se puder, seja um(a) doador(a)!

Compartilhe esta reportagem em suas redes sociais e ajude a disseminar o alerta.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.

Read More

Alerta máximo: por que a dengue pode ser a maior ameaça à saúde no Brasil em 2024?

O Ministério da Saúde divulgou uma estimativa preocupante indicando que o Brasil pode atingir até cinco milhões de casos de dengue em 2024. O alto índice seria resultado de uma combinação de fatores, como calor intenso, grande volume de chuvas e o ressurgimento dos sorotipos 3 e 4 do vírus que causa a doença. Ainda de acordo com a pasta, o número de mortes também pode ser recorde neste ano.

Somente nas quatro primeiras semanas deste ano foram confirmados mais de 217 mil casos, número quase cinco vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2023, que já havia sido considerado um ano crítico.

Em janeiro, vários estados brasileiros já decretaram situação de emergência, e as autoridades nacionais da área da saúde enfatizam que o Paraná corre um risco considerável de epidemia.

A vacina vai dar conta?

Uma primeira remessa do imunizante (750 mil doses) chegou ao Brasil no dia 20 de janeiro para ser aplicada em fevereiro. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica Takeda, que executa estudo coordenado por um médico infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Ao longo do ano, mais doses do imunizante serão repassadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), totalizando 5,2 milhões.

Neste primeiro ano, as vacinas serão destinadas a 521 municípios (todos com mais de 100 mil habitantes e com altas taxas de transmissão nos últimos anos). Isso representa apenas 10% das cidades brasileiras. O público-alvo será formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, depois de pessoas idosas, para as quais o imunizante ainda não foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas.

Vacina no PR

A Agência Estadual de Notícias divulgou que 30 municípios do Paraná vão receber o primeiro lote da vacina, que será distribuído para 86.836 pessoas moradoras de 21 cidades da Regional de Saúde de Londrina e nova da regional de Foz do Iguaçu.

Cascavel ainda não está lista de contempladas. Confira as cidades que receberão o primeiro lote de vacinas contra a dengue no Paraná:  

• Londrina
• Cambé
• Rolândia
• Jaguapitã
• Ibiporã
• Florestópolis
• Bela Vista do Paraíso
• Jataizinho
• Primeiro de Maio
• Sertanópolis
• Tamarana
• Porecatu
• Assai
• Miraselva
• Lupionópolis
• Guaraci
• Centenário do Sul
• Alvorada do Sul
• Pitangueiras
• Prado Ferreira
• Cafeara
• Foz do Iguaçu
• Medianeira
• São Miguel do Iguaçu
• Santa Terezinha de Itaipu
• Missal
• Itaipulândia
• Matelândia
• Serranópolis do Iguaçu
• Ramilândia

Combate e prevenção

Além da eliminação dos criadouros do Aedes aegypti por parte da população, com auxílio dos agentes comunitários e de combate a endemias, o Ministério da Saúde vai expandir o método Wolbachia para os municípios de Natal (RN), Uberlândia (MG), Presidente Prudente (SP), Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Joinville (SC). A iniciativa é uma estratégia adicional de controle de arboviroses. O método consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados por uma bactéria intracelular do gênero Wolbachia, que apenas infecta insetos, e atua bloqueando a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya pelo mosquito.

Enquanto isso, você pode proteger sua saúde e a da sua comunidade eliminando a água parada de todos os locais da sua casa e do seu terreno (incluindo calhas e piscinas).

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.

Read More

Saúde mental: é preciso ter atenção e debate aberto o ano inteiro

Viramos a página do calendário, mas a conscientização sobre saúde mental não pode ficar apenas como um objetivo do movimento Janeiro Branco. A dedicação a esse tema precisa fazer parte de um alerta constante de todos os meses e dias, pois quando todos se dedicam a um debate franco e sem tabus sobe saúde mental, a humanidade tem mais chances de conquistar uma vida satisfatória em todos os aspectos, conforme defende a Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP).

Boa leitura!

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estar mentalmente saudável é o estado de bem-estar em que uma pessoa consegue desempenhar suas habilidades, relacionar-se bem com as circunstâncias da vida, ser capaz de trabalhar e contribuir com a família e com a comunidade. Ou seja, é um conceito relacionado à forma como o ser humano reage aos desejos, capacidades, emoções e frustrações do dia a dia.

Ainda segundo a SBP, saúde mental tem relação com:

• Estar bem consigo mesmo(a), com familiares, colegas, amigos e qualquer outro indivíduo.
• Entender os desafios da vida.
• Saber lidar com emoções boas e desagradáveis, pois todas fazem parte da vida.
• Reconhecer o próprio limite e, quando necessário, buscar ajuda.

Sim, buscar ajuda!

Quando a turbulência das emoções bater à porta, não deixe de contar com quem entende do assunto. A saúde mental é tão importante quanto a saúde física e precisa de atenção e cuidado constante. Por isso, dê atenção às suas emoções e, ao primeiro sinal de alerta, converse com um especialista.

Autoconhecimento

Como parte tão importante quanto a psicoterapia nesse processo, profissionais da Psiquiatria desempenham um papel fundamental. Ambas áreas desenvolvem estratégias para alívio dos sintomas (que muita gente tem, mas nem todo mundo reconhece ou está disposto a falar sobre).

Mais cuidado, menos tabu!

Junte-se a nós nessa jornada! Vamos valorizar e cuidar da nossa saúde mental não apenas em janeiro, mas durante todo o ano. Porque quando a mente está em equilíbrio, a vida se torna mais leve!

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.

Read More

Hanseníase: as consequências da interrupção do tratamento

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, de alto poder incapacitante e que pode atingir pessoas de todas as idades, gêneros e classes sociais. Anteriormente chamada de lepra, ela representa um grave problema de saúde pública no Brasil, com grande impacto socioeconômico e repercussão psicológica. Mas, diferentemente do que você ainda possa imaginar em virtude da falta de informação ou do tabu que envolve esse tema, a hanseníase tem cura, desde que o tratamento seja realizado corretamente.

 Na reportagem desta semana, a Unimed Cascavel traz informações sobre as consequências da interrupção do tratamento da hanseníase. As informações contidas neste texto têm como fonte a Revista Multidisciplinar em Saúde. Aproveite e leitura!

Motivos da interrupção

O abandono do tratamento é uma das principais causas do baixo controle da hanseníase no Brasil, por isso é tão importante conscientizar a população sobre a adesão efetiva do paciente ao tratamento. Conforme estudo publicado pela Revista Multidisciplinar em Saúde, dentre os principais fatores relacionados ao abandono do tratamento estão o esquecimento, a falta de tempo, o regime terapêutico prolongado, processos inflamatórios, reações de hipersensibilidade, condições socioeconômicas, religião e/ou crença na cura não medicamentosa, conhecimento acerca da doença, apoio familiar, efeitos adversos e reações aos medicamentos.

Consequências da interrupção

Quando o paciente abandona ou interrompe o tratamento, não somente aumenta a chance do organismo desenvolver resistência aos antibióticos, mas também possibilita a perpetuação da cadeia de transmissão da hanseníase que havia sido interrompida com o início do tratamento medicamentoso, bem como risco de desenvolver incapacidades físicas e deformidades, aumento da incidência de complicações e outras reações relacionadas à doença. 

A adesão ao tratamento da hanseníase não afeta apenas as pessoas diagnosticadas, mas toda a sociedade (que permanece suscetível). Por isso é imprescindível começar e concluir o tratamento visto que, após o início da terapia não mais se transmite a doença e interrompe-se a cadeia de transmissão.

Causas e sintomas

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase evolui aos poucos e afeta principalmente a pele e os nervos. A transmissão se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com alguém infectado, que não esteja em tratamento e que possui a forma transmissora da doença, chamada multibacilar. A bactéria é transmitida por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz (tocar a pele do paciente não transmite hanseníase).

Os principais sintomas da doença são:
 

• Manchas brancas, marrons ou vermelhas na pele em qualquer parte do corpo.

• Inchaço e dor nas juntas.

• Febre.

• Caroços (nódulos) no corpo, que podem ser avermelhados e dolorosos.

• Redução da sensibilidade (a pessoa não consegue diferenciar as sensações de quente ou frio, não sente dor e não sente o toque).

• Entupimento, ressecamento, surgimento de feridas e sangramentos pelo nariz.

Consequências

Caracteriza-se por alteração, diminuição ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa, tátil e força muscular, principalmente em mãos, braços, pés, pernas e olhos e pode gerar incapacidades permanentes, caso não seja tratada precocemente.

Como é o tratamento?

No Brasil, o tratamento é gratuito e fornecido pelo sistema público de saúde. O paciente pode se tratar em casa com o uso de antibióticos em comprimido por um período que varia de seis meses a um ano.

Este artigo traz informações que podem ser importantes para você ou para alguém que você conhece. Por isso, pode compartilhá-lo em suas redes sociais.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.

Read More

O que você pode (e deve) perguntar ao profissional farmacêutico

O farmacêutico é o profissional habilitado com conhecimento acadêmico para, entre outras funções, orientar os pacientes sobre o uso correto dos medicamentos prescritos e não prescritos e, assim, melhorar os efeitos terapêuticos e reduzir a probabilidade de aparecimento de efeitos adversos e toxicidade.

Na reportagem de hoje, a Unimed Cascavel reforça as orientações defendidas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) para explicar o que você pode (e deve) perguntar. Boa leitura!

Diálogo

A conversa com o farmacêutico é uma via de mão dupla em que as duas partes devem ouvir, perguntar e oferecer informações. Mas como o foco desta reportagem é você, lembre-se de fazer perguntas, falar das suas preocupações e fornecer o máximo de informações sobre a sua saúde.

1 • Informe o nome do meu medicamento
A maioria dos medicamentos tem dois nomes: o da marca e o do princípio ativo definido pela Denominação Comum Brasileira (DCB). Os medicamentos de marca têm rótulo com o nome fantasia e o nome do princípio ativo. Já o rótulo dos medicamentos genéricos indica o nome do princípio ativo de acordo com a DCB.

2 • Qual é a ação/função do medicamento que estou tomando?
Enquanto antibióticos são usados ​​para curar infecções causadas por bactérias, analgésicos servem ​​para controlar os sintomas de dor. Por mais simples que seja, é sempre bom saber o que esperar de efeito da sua medicação para que você tenha uma ideia realista do que ela pode fazer por você.

3 • Como usar o medicamento?
Pergunte ao seu farmacêutico qual é a melhor hora do dia para consumir determinada medicação. Questione também se a ingestão deve ser feita juntamente a uma refeição, se pode ser ingerida com água ou outro líquido e se pode ser esmagada ou dividida (caso seja alguma medicação oral).

4 • O que fazer se esquecer de tomar uma dose?
Essa informação geralmente é encontrada na bula. Ainda assim, o farmacêutico pode ajudar a entender a bula e fornecer mais orientações em caso de e dúvidas.

5 • Como saber se o medicamento está funcionando, quando esperar que ele comece a funcionar e o que fazer se parecer não estar funcionando?
É importante que você saiba quando seu medicamento começará a funcionar e o que você pode esperar que ele faça. Dessa forma, você poderá monitorar para ver se está funcionando e, se não estiver, consultar ajuda profissional para tomar uma nova atitude.

6 • Por quanto tempo usar o medicamento?
Algumas medicações são usadas ​​por curto prazo, enquanto outras podem ser para a vida toda. Saber por quanto tempo você precisará tomar um remédio pode ajudar na preparação para uma mudança no estilo de vida, caso isso seja necessário.

IMPORTANTE! Alguns medicamentos (como antibióticos) têm o tempo de uso pré-determinado e deve ser consumido durante todo o período indicado, mesmo se você se sentir melhor após alguns dias.

7 • Existem atividades, alimentos ou outros medicamentos que eu deva evitar enquanto estiver tomando este medicamento?
Há muitas situações (como dirigir, beber, comer, operar máquinas e exercícios) que podem ser afetadas por um medicamento. Por isso, pergunte e siga as orientações do seu médico e também do profissional farmacêutico. 

8 • Quais são os efeitos colaterais deste medicamento? O que devo fazer se acontecer? Como posso reduzir ou lidar com os efeitos colaterais? Quais efeitos colaterais precisam de atenção médica?
Alguns efeitos colaterais são muito graves e requerem atenção médica imediata, enquanto outros são mais leves. É muito importante descobrir todos os efeitos colaterais graves e ter um número de contato de emergência. Antes de decidir parar de tomar um medicamento devido a efeitos colaterais, pergunte ao seu farmacêutico se existe uma maneira de lidar com eles.

9 • Esta medicação é segura se eu estiver grávida ou amamentando?
A maioria dos medicamentos utilizados pela mãe durante a gravidez pode passar para o bebê. Por isso, os temas “gestação” e “amamentação” devem ser pautas abordadas com clareza na sua conversa com o farmacêutico.   

10 • Como devo guardar este medicamento?
A exposição excessiva ao calor ou à umidade pode alterar as estruturas físicas-químicas do medicamento e, assim, comprometer tanto a eficácia quando e segurança. Por isso, esses produtos sempre devem ser mantidos em locais frescos, secos, protegidos da luz, longe dee produtos de limpeza e fora do alcance das crianças.

Pergunte, pergunte, pergunte!

Além de tudo isso, não se esqueça de questionar o seu farmacêutico sobre qualquer dúvida que você gostaria de esclarecer melhor, seja sobre efeitos colaterais, risco de interação com outros medicamentos que você esteja usando ou qualquer outro caso.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.

Read More

Queimadura de sol? Confira o melhor a fazer!

Sua pele pode sofrer queimaduras de leves a graves se ficar exposta ao sol intenso por muito tempo e nos períodos mais quentes do dia. Para evitar, barreiras físicas (como roupas e chapéus) e químicas (como protetores solares) são indispensáveis. Mas se você não teve esse cuidado e se torro ao sol, temos orientações que podem ajudar a aliviar os sintomas. É importante iniciar o tratamento o quanto antes!

A primeira coisa a fazer é sair do sol. Em seguida, siga estas dicas defendidas pela Academia Americana de Dermatologia (American Academy of Dermatology):

1 • Tome duchas frias frequentes para ajudar a aliviar a dor. Assim que sair da banheira ou do chuveiro, seque-se suavemente, mas deixe um pouco de água sobre a pele. Em seguida, aplique um hidratante para ajudar a reter a água. Isso alivia a secura.

2 • Use um hidratante que contenha aloe vera ou soja para ajudar a recuperar a pele queimada pelo sol. Evite a automedicação e, sempre que necessário, procure avaliação médica.

3 • Beba mais água. Uma queimadura solar atrai fluido para a superfície da pele e para longe do resto do corpo. Consumir mais água quando estiver queimado de sol ajuda a prevenir a desidratação.

4 • Se sua pele formar bolhas, procure avaliação médica. Pele com bolhas significa que você pode ter também uma queimadura solar de segundo grau. Não estoure, pois elas se formam justamente para ajudar a curar a pele e evitar infecções.

5 • Tome cuidado extra para proteger a área queimada durante a cicatrização. Se estiver ao ar livre, use roupas que cubram sua pele.

Se os sintomas forem muito desconfortáveis e se agravarem, não demore! Consulte um médico.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.

Read More

Como aumentar a proteção contra doenças típicas de verão?

Os vírus típicos do verão trazem riscos capazes de atrapalhar as férias. De acordo com a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), as altas temperaturas associadas à umidade da estação e à falta de saneamento básico favorecem a proliferação de agentes infecciosos que causam uma série de doenças.

Nesta primeira reportagem de 2024, vamos falar de como aumentar a proteção contra doenças típicas de verão. Boa leitura!

Intoxicação alimentar e infecção gastrointestinal

Os alimentos se deterioram mais rapidamente no calor, principalmente devido à ação de toxinas e bactérias. Além disso, como o clima quente favorece os programas ao ar livre, consequentemente as pessoas consumem mais lanches e petiscos fora de casa – cujo preparo muitas vezes não conta com a higiene e as condições de armazenamento ideais. A intoxicação ocorre geralmente algumas horas após a ingestão do alimento contaminado e a infecção pode se dar em até quatro dias depois do consumo.

Os sintomas incluem vômitos, diarreia e mal-estar geral, podendo evoluir para desidratação – se não houver condições de reposição da água e dos sais minerais perdidos, particularmente quando a pessoa está vomitando muito.

Conforme a FBG, para prevenir é importante evitar comer alimentos de procedência duvidosa na rua ou na praia e dispensar o gelo fora de casa. Não guarde sobras de comida por muito tempo na geladeira, especialmente se elas ficaram à temperatura ambiente por período prolongado. É melhor congelar pequenas porções assim que a comida fica pronta e descongelar à medida que precisar utilizar, mas sem congelar de novo!

Em caso de intoxicação alimentar e infecções gastrointestinais, a orientação é procurar um pronto atendimento (se não estiver conseguindo se reidratar em casa). Caso o quadro de diarreia continue, é melhor consultar um médico de sua confiança.

Desidratação

A perda de água pelo suor é maior durante o verão. Quem não faz a reposição adequada de líquidos acaba se desidratando. O quadro atinge com mais frequência idosos, que não sentem sede, e crianças pequenas, que não sabem demonstrar que precisam se hidratar. Para completar, a exposição prolongada ao sol e a prática de exercícios físicos aumentam a transpiração do corpo.

A condição pode se manifestar com ressecamento da pele e dos lábios e também provoca prostração e sonolência, o que muitas vezes pode ser confundido com cansaço. Assim, o sono exagerado de idosos e bebês no calor inspira cuidados. Se não houver providências, a desidratação pode evoluir para o estado de coma e parada cardíaca.

A melhor forma de prevenção é se hidratar com o melhor dos líquidos: água. Também é possível variar para aumentar a aceitação, a exemplo de chás sem cafeína, isotônicos, sucos e água de coco. O melhor indicador da falta desse combustível é a cor da urina. Se estiver escura, o organismo está pedindo água. Se estiver da cor amarelo-clara, indica um corpo bem hidratado.

Cuidado ao ingerir bebidas alcoólicas, especialmente a cerveja, que parece matar a sede, mas aumenta a frequência e o volume urinário, predispondo o indivíduo à desidratação. Entre um copo e outro, beba água. Na alimentação, vale caprichar em vegetais e frutas como melancia, melão, rabanete e pepino, entre muitos outros ricos em água.

A Federação Brasileira de Gastroenterologia indica que, quando a prostração está instalada, é importante procurar um pronto atendimento para a reposição adequada de água e sais minerais. De qualquer modo, convém começar a hidratação já em casa.

Micose

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), as micoses são causadas pela proliferação de fungos em lugares quentes e úmidos do corpo. Essas áreas comprometidas pelos fungos costumam coçar bastante e exibir irritação e vermelhidão, além de descamação e manchas, como perda de pigmentação da pele, conforme o tipo de micose. Nos pés, as micoses ainda produzem odor forte.

Para evitar a combinação de calor e umidade, é importante manter todas as dobras do corpo limpas e secas, evitar sapatos fechados em dias muito quentes e jamais ficar descalço em ambientes públicos. Como os fungos são facilmente transmissíveis, não use toalhas e calçados de outras pessoas e calce sandálias de borracha em vestiários e chuveiros públicos. Prefira ainda roupas leves no verão, de preferência de algodão, e troque meias e roupas íntimas todos os dias.

Caso você identifique ou desconfie de que está com micose, procure um dermatologista para que esse especialista possa fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequando.

Otite

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia explica que, devido ao maior contato com a água (frequentemente no mar e na piscina), a camada de cera que protege o ouvido acaba sendo removida e deixando o canal auditivo exposto a infecções por fungos e bactérias. Esses microrganismos ainda podem penetrar na pele do ouvido externo se houver alguma lesão minúscula causada por hastes de algodão, atritos ao coçar ou secar a região e até mesmo contato com água contaminada.

As manifestações das otites incluem dor de ouvido (com ou sem secreção) e sensação de abafamento do som. Algumas vezes, também pode haver febre.

Para prevenir, deve-se secar o ouvido com uma toalha limpa e macia ao sair do mar ou da piscina. Nada de usar hastes flexíveis de algodão, uma vez que empurram a cera para dentro do canal auditivo e impedem a água acumulada de escoar, aumentando a umidade interior, sem falar que podem machucar o canal auditivo, o que amplia a vulnerabilidade a infecções. Protetores auriculares também são recomendados.

Caso esteja com otite, procure um médico de sua confiança para ter o diagnóstico correto e dar início ao tratamento adequado, pois a automedicação pode piorar o quadro.

Conjuntivite

Mesmo que tenha alta incidência durante o ano todo, no verão a conjuntivite acaba sendo mais comum por conta do uso frequente de piscinas, saunas e aparelhos de ar-condicionado, além da maior aglomeração de pessoas em praias, clubes, parques e outros locais semelhantes. Além disso, a exposição prolongada ao sol torna os olhos mais irritados e vulneráveis à ação de vírus e bactérias que, por sua vez, disseminam-se mais facilmente sob o calor e a umidade.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), a infecção provoca irritação ocular, olhos vermelhos, inchaço nas pálpebras, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos. Quando causada por bactérias, há presença de secreção espessa.

Para prevenir, a orientação é lavar as mãos com frequência, sobretudo após ter tocado em objetos de uso coletivo ou ter estado em locais públicos. Além disso, não coce os olhos nem compartilhe itens de uso pessoal, como toalhas de banho, em especial as de praia ou piscina, lenços e maquiagens, tampouco óculos, inclusive os de mergulho.

Diante de sintomas, procure um oftalmologista ou mesmo um pronto atendimento, já que a conjuntivite é altamente contagiosa. O médico precisa avaliar o quadro para determinar a origem da infecção (viral ou bacteriana) e, assim, prescrever o tratamento mais indicado.

Queimaduras de pele

A pele fica queimada pelo exagero na exposição solar, especialmente nos horários de maior incidência dos raios ultravioleta, das 10h às 16h, ou pelo uso errado do protetor solar, seja com fator de proteção solar (FPS) inadequado para o tom da pele, seja pela falta de reaplicação necessária. Além disso, há os riscos de câncer de pele no futuro, pois os estragos do sol são cumulativos e dão origem a células malignas, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Vermelhidão, dor e ardência na pele são as principais manifestações das queimaduras solares, assim como bolhas – em casos mais graves. Podem ser acompanhadas de desidratação e sinais de insolação, como dor de cabeça, tontura, enjoo, alteração nos batimentos cardíacos e até desmaios.

Em primeiro lugar, a escolha certa do FPS é vital. Pessoas de pele clara, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, devem usar no mínimo FPS 30 e passar novamente o produto sempre que entrarem na água ou transpirarem demais ou, ainda, após duas horas da aplicação. Pessoas de pele negra devem usar FPS 15 (no mínimo), tomando os mesmos cuidados com a reaplicação. O ideal é começar a tomar sol aos poucos, sempre procurando sombra no horário mais nocivo, das 10h às 16h.

Acessórios são mais do que bem-vindos: chapéu, boné, óculos escuros e camisetas de algodão e, até mesmo, aquelas com proteção solar, muito usadas por praticantes de esportes aquáticos.

Se a queimadura for simples, banhos frios e géis calmantes pós-sol podem ajudar a reduzir o incômodo, sem esquecer de ingerir bastante água para hidratar o corpo. Assim que possível, procure um dermatologista, uma vez que há cremes tópicos que ajudam a reduzir o número de células com risco de transformação maligna. Em casos mais graves, com insolação, mantenha a hidratação e procure imediatamente atendimento médico.

Arboviroses (dengue, Zika, chikungunya e febre amarela)

As chuvas de verão e o aumento da temperatura favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor dos vírus que causam dengue, infecção vírus Zika, chikungunya e até febre amarela urbana, transmitida ao ser humano pela picada da fêmea contaminada com esses agentes. Essa situação piora com o acúmulo de lixo e a falta de saneamento básico.

As informação repassadas pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) dão conta de que dengue, Zika e chikungunya apresentam manifestações bem parecidas, com febre, manchas vermelhas pelo corpo, dores musculares e articulares, coceira e dor de cabeça (entre outras). O que varia é a intensidade e a frequência dessas queixas. A febre amarela também pode ter um início parecido, assemelhando-se em particular com a dengue grave nas manifestações hemorrágicas. Porém, diferencia-se pelo potencial surgimento de icterícia (cor amarelada da pele).

A proteção é essencial! É preciso eliminar possíveis criadouros de larvas do mosquito ou qualquer lugar que possa acumular água, dentro e fora de casa. Para se proteger pessoalmente, convém aplicar repelentes na pele exposta do corpo e recorrer a inseticidas aprovados pela Agência de Vigilância Sanitária, sempre conforme as instruções dos produtos.

Ainda de acordo com a SBI, grávidas devem usar preservativo nas relações sexuais porque o vírus Zika também é transmitido sexualmente e pode contaminar o feto, causando microcefalia. Já a febre amarela pode ser prevenida por vacina, recomendada em quase todo o Brasil, exceto em alguns estados do Nordeste do Brasil.

E caso de sintomas, procure um pronto atendimento para esclarecer o quadro e receber orientação médica. É fundamental receber um diagnóstico rapidamente porque essas doenças podem trazer complicações importantes, em especial a dengue e a febre amarela.

Read More

Cuidado com os exageros: o que excesso de álcool faz com o seu corpo?

Tontura, dor de cabeça, boca seca e até um certo desânimo, fazem parte dos sintomas do dia seguinte de uma bebedeira. Mas a famosa “ressaca” é apenas o efeito aparente de algo que pode ser muito mais danoso à sua saúde.

Hoje a Unimed Cascavel traz uma reportagem que é um alerta. Veja o que o excesso de álcool faz com as células do seu corpo. Boa leitura!

Festa e exagero

As festas de virada de ano costumam ter superstições, cardápio reforçado e muita bebida. Além de aumentar o risco de acidentes, o excesso de álcool também lesiona o organismo.

A ciência médica calcula que 300 mg de etanol por 100 mL de sangue, aproximadamente, levam um indivíduo ao quadro de coma alcoólico, que exige internação e aplicações de glicose, lavagens estomacais e outros tratamentos. Uma intoxicação mais severa (aproximadamente 500 mg por 100 mL) pode causar a morte por overdose de álcool.

Também existem efeitos do consumo excessivo e prolongado, a exemplo de distúrbios do sistema nervoso (como desatenção e tremedeira) e gastrite devido à irritação da mucosa estomacal. Consequências mais graves são o aumento da pressão arterial, problemas cardíacos e no pâncreas, hepatite e cirrose, que podem levar à morte.

O fígado é um dos principais órgãos afetados, pois é ele quem armazena o glicogênio – a nossa reserva de glicose, que oferece energia aos animais, inclusive o humano – e o libera aos poucos para a corrente sanguínea. Quando o indivíduo está sem se alimentar por um tempo razoável, suas reservas se esgotam, fazendo com que esse órgão sintetize a glicose a partir das proteínas musculares. Essa síntese é dificultada na presença do álcool, visto que o etanol bloqueia essa ação. Assim, é compreensível o motivo das pessoas que estão bebendo em jejum se afetarem mais rapidamente e a razão do álcool em excesso causar cirrose hepática em longo prazo.

Imunidade e risco pulmonar

Um estudo realizado pela pesquisadora Nathália Oliveira no Programa de Pós-graduação em Genética, vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) demonstrou pela primeira vez a maneira como o consumo de álcool afeta o sistema de defesa do organismo humano em meio a uma pneumonia. A pesquisa identificou que o consumo crônico de álcool prejudica a ação das células de defesa, os neutrófilos, que se tornam menos reativos aos sinais inflamatórios e menos efetivos no combate aos agentes infecciosos. O resumo do estudo é que o consumo exagerado e prolongado de álcool fragiliza o sistema imune e aumenta risco de contrair pneumonia.

Dessa forma, caso deseje mesmo beber, procure se alimentar antes e durante, priorizando alimentos ricos em amido. Evite beber excessivamente, procurando intercalar um copo de água entre um copo e outro de bebida. E, claro: se beber, não dirija! 

A moderação é amiga da sua saúde e aliada da sua vida. Bom 2024!

Read More

Como facilitar a digestão nestes dias de comilança?

Se você seguir as tradições, os próximos dias vão exigir bastante do seu sistema digestivo. As ceias de Natal e de Réveillon costumam vir acompanhadas de sobremesas, mistura de doces com salgados e bebidas de todos os tipos. Será que o seu organismo está preparado? As delícias de fim de ano são difíceis de resistir, mas os exageros costumam causar desconfortos, e não é assim que você quer começar 2024.

Na reportagem de hoje, vamos dar algumas dicas que serão boas especialmente no dia seguinte da comilança. Boa leitura e tente seguir as orientações!

A fórmula da indigestão

De acordo com o Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), quando o estômago e o intestino trabalham acima da capacidade habitual, o corpo humano sente pelo menos duas consequências como reflexo: indigestão e estufamento. Normalmente acostumado à uma determinada quantidade de enzimas para a digestão, o organismo se depara com a necessidade de produzir muito mais. O trabalho é tanto que causa aquela famosa sonolência após a refeição. O resultado da má digestão pode incluir inchaço, dores abdominais e gases.

Ainda conforme o CBCD, os drinks desta época do ano também podem prejudicar a saúde estomacal e desequilibrar o intestino, irritando as mucosas, alterando a flora intestinal e causando diarreias. Além disso, o álcool ainda pode agravar a sensação de estufamento, já que a bebida conta com altos níveis de açúcares.

Para evitar esses efeitos indesejados no dia seguinte, o segredo é comer com parcimônia e, se possível, evitar o excesso de álcool e sobremesas muito açucaradas. Prefira as opções mais magras de carne (a exemplo do peito de peru) e capriche na salada! E não é porque é época de festa que a bebida mais importante deve ser esquecida. Água é essencial para eliminar as toxinas e manter a saúde do corpo!

E se mesmo assim surgirem desconfortos intestinais depois da ceia, é sempre possível voltar ao equilíbrio com uma dieta balanceada e planejada com a ajuda de um nutricionista.

Se precisar de auxílio médico, não hesite em procurar o quanto antes.

Read More